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Um dia após tragédia, corpos são velados na Arena Suzano

O velório dos corpos de seis vítimas do massacre na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP), começou por volta das 6h30 desta quinta-feira, 14 de março, na Arena Suzano no Parque Max Feffer.

Várias coroas de flores foam distribuídas no espaço. Uma grade divide a área reservada para as famílias das vítimas, e um corredor foi montado para o público circular pelo local.

Uma missa ecumênica está prevista para acontecer no local às 14h.

As vítimas veladas são:

Caio Oliveira, 15 anos
Kaio Lucas da Costa Limeira, 17 anos
Samuel Melquíades Silva de Oliveira, 16 anos
Claiton Antonio Ribeiro, 17 anos
Eliana Regina de Oliveira Xavier, 38 anos
Marilena Ferreira Vieira Umezo, 59 anos

Cinco estudantes foram assassinados pelos atiradores Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, além de duas funcionárias da escola, o tio de um dos responsáveis pelo ataque e duas pessoas que passavam pela rua.

Nesta sexta-feira (15), por orientação da prefeitura, os educadores irão se reunir para definir as ações que serão tomadas com os 26 mil alunos das escolas públicas municipais. O objetivo é adotar medidas para combater a violência e o assédio moral no esforço de estabelecer a cultura de paz.

Equipes de psicólogos vão apoiar o trabalho. Eles se colocaram à disposição, ao lado de assistentes sociais, psiquiatras, enfermeiros e terapeutas ocupacionais, para ajudar os amigos e parentes das vítimas.

Para a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, o crime foi meticulosamente organizado. Os jovens atacaram, primeiro, Jorge Antônio Moraes, tio de um deles, em uma locadora. Depois, roubaram um carro e saíram em disparada na direção da escola. No colégio, eles entraram e partiram para os ataques. Eles só pararam quando se viram cercados pela polícia. Neste momento, um dos jovens atirou no outro e depois se matou.

Segundo policiais, Guilherme Taucci Monteiro e Luiz Henrique de Castro estudaram no colégio. Eles moravam próximo à escola.

Rossieli Soares, secretário de Educação de São Paulo, disse que Guilherme Monteiro estudou no colégio até 2017 e não havia registro de mau comportamento. Mas, no ano passado, ele abandonou o colégio e estava sendo acompanhado para retornar à sala de aula.

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