Operação Cartola: Ministério Público denuncia dirigentes do Botafogo e do Campinense

O MPPB requereu a instauração do processo penal contra os denunciados e pugnou pela destituição de todos os réus que ocuparem cargos no Botafogo Futebol Clube e no Campinense.

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) denunciou 11 pessoas (entre elas dirigentes do Botafogo da Paraíba e do Campinense Clube) envolvidas na ‘Operação Cartola’, por prática de crimes relacionados à manipulação de resultados de jogos do Campeonato Paraibano de Futebol.
O grupo foi dividido em duas denúncias, que foram distribuídas à 4a Vara Criminal de João Pessoa. A primeira denúncia tem como alvo oito pessoas (entre elas os principais dirigentes do Botafogo Futebol Clube) e a segunda, contra três pessoas (entre elas o presidente do Campinense). Elas são acusadas de praticar ilícitos, como fraudes em documentos, em sorteios dos árbitros a serem escalados nas partidas dos jogos e na própria arbitragem para beneficiar seus clubes.
O MPPB requereu a instauração do processo penal contra os denunciados e pugnou pela destituição de todos os réus que ocuparem cargos no Botafogo Futebol Clube e no Campinense.
Além de oferecer mais duas denúncias relacionadas à ‘Operação Cartola’, o MPPB também pediu o arquivamento dos dois inquéritos policiais instaurados para apurar a participação de dirigentes de outros dois clubes profissionais no esquema criminoso: o Sousa Esporte Clube e Treze Futebol Clube. Segundo o Gaeco, as investigações não demonstraram a materialidade dos crimes apontados e as ilações feitas nos inquéritos policiais trouxeram apenas evidências de autoria, sendo incapazes de motivar uma denúncia ministerial contra os indiciados.
A operação
A ‘Operação Cartola’ foi deflagrada no último mês de abril pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco/MPPB) e pela Polícia Civil da Paraíba. As investigações foram iniciadas pela Delegacia de Defraudações de João Pessoa (para apurar supostos desvios de valores nas prestações de contas da Federação Paraibana de Futebol – FPF) e, posteriormente, aprofundadas pelo Gaeco. Elas revelaram a existência de uma Organização Criminosa (Orcrim) formada por membros da FPF, da Comissão Estadual de Arbitragem da Paraíba (Ceaf), do Tribunal de Justiça Desportiva da Paraíba (TJD/PB) e dirigentes de clubes de futebol profissional do Estado da Paraíba (os cartolas) que, há anos, obtinham diversas vantagens, entre elas a financeira, através de esquema de manipulação de resultados de jogos de futebol.
A primeira denúncia da ‘Operação Cartola’ foi feita em junho deste ano contra 17 pessoas acusadas de constituir a Orcrim e praticar diversos crimes para manipular o resultado das partidas de futebol.
Quatro inquéritos policiais foram instaurados para investigar a participação de clubes profissionais no esquema criminoso de manipulação de resultados de jogos do Campeonato Paraibano: o Treze, o Botafogo da Paraíba, o Sousa e o Campinense. As investigações resultaram no oferecimento de mais duas denúncias (uma relacionada à participação de dirigentes do Botafogo e outra, contra o principal dirigente do Campinense) e no pedido de arquivamento dos inquéritos contra dirigentes do Sousa e do Treze.
Os denunciados:
Botafogo Futebol Clube
1. José Freire da Costa (‘Zezinho Botafogo’, presidente do clube)
2. Guilherme Carvalho do Nascimento (‘Novinho’, vice-presidente)
3. Francisco de Sales Pinto Neto (diretor)
4. Alexandre Cavalcante Andrade Araújo (procurador do clube)
5. Breno Morais Almeida (dirigente do clube)
6. Alex Fabiano dos Santos
7. José Renato Albuquerque Soares
8. Tarcísio José de Souza
Campinense
1. José William Simões Neto (William Simões, principal dirigente do clube)
2. Danilo Ramos da Silva
3. Francisco Carlos do Nascimento
Para ler as denúncias e os pedidos de arquivamento na íntegra, acesse o site do MPPB (www.mppb.mp.br)
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