EDITORIALPOLÍTICA

Joesley Batista e vice-governador de MG são presos em operação que cumpre mandado na Paraíba

O empresário Joesley Batista e o vice-governador de Minas Gerais, Antônio Andrade (MDB) foram presos pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (09) durante a deflagração da Operação Capitu. Como desdobramento da Operação Lava Jato, a Operação Capitu também cumpre mandados na Paraíba contra o vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Junior.

A operação tem por base a delação de Lúcio Funaro, apontado como operador do MDB.

Ao todo, 63 mandados de busca e apreensão e 19 de prisão temporária estão sendo cumpridos, a pedido do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Paraíba e no Distrito Federal.

Joesley é suspeito de envolvimento no pagamento de propina a servidores e agentes políticos que atuavam no Ministério da Agricultura e na Câmara dos Deputados. Além de Joesley, foi preso o ex-ministro da Agricultura e atual vice-governador de Minas Gerais, Antônio Andrade (MDB).

Além de Joesley e do vice-governador mineiro, também foram presos o deputado estadual João Magalhães (MDB), o deputado federal eleito Neri Geller (PP-MG), que foi ministro da Agricultura entre março e abril de 2014, os executivos da JBS Ricardo Saud e Demilton de Castro, três advogados e o ex-secretário de defesa Agropecuária Rodrigo Figueiredo. Eles são acusados de lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, participação em organização criminosa e obstrução de Justiça.

Também foram presos Rodrigo Figueiredo, ex-secretário de Defesa Agropecuária, Mateus de Moura Lima Gomes, advogado, Mauro Luiz de Moura Araújo, advogado, Ildeu da Cunha Pereira, advogado, Marcelo Pires Pinheiro e Fernando Manoel Pires Pinheiro.

Até o momento, três mandados de prisão ainda não foram cumpridos. São considerados foragidos Waldir Rocha Pena, sócio do supermercado BH, que estaria no Uruguai, Florisvaldo Caetano de Oliveira, funcionário da JBS, e Odo Adão filho, advogado.

Segundo as investigações, havia um esquema de arrecadação de propina dentro do Ministério da Agricultura para beneficiar políticos do MDB, que recebiam dinheiro da JBS, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, em troca de medidas para beneficiar as empresas do grupo.

Por meio de nota, a defesa de Joesley informou que a prisão de seu cliente foi recebida com “estranheza”, uma vez que o empresário é colaborador da Justiça, função que estaria sendo cumprida “à risca”.

“Causa estranheza o pedido de sua prisão no bojo de um inquérito em que ele já prestou mais de um depoimento na qualidade de colaborador e entregou inúmeros documentos de corroboração. A prisão é temporária e ele vai prestar todos os esclarecimentos necessários”, diz a nota, em declaração atribuída ao advogado André Callegari.

Você pode enviar informações à redação do portal tvsertaodaparaiba.com.br pelo Whatsapp (83) 9.9166-4140 ou
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Agência Brasil

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